sexta-feira, 7 de maio de 2010

Matuto Doente das Partes

bactéria diarreia-2

Galera, peeeeense numa coisa ruim é a tal da Diarréia. Já fazem três dias que estou me “acabando em água” por causa de uma bactéria. como é que pode??? uma coisinha miúda fazer um estrago desse num cabra do meu tamanho… É foda. Contudo já estou melhor graças ao remédio caseiro de minha mamuxca.

O Post abaixo é uma poesia do Matuto Jessier Quirino que fala sobre uma coisa muito pior. Confiram Aê.

Matuto Doente das Partes

No tronco do ser humano, nos "finar" mais derradeiro
Tem uma rosquinha enfezada, que quando tá inflamada incomoda o corpo inteiro
Se tossir, se faz presente e se chorar se faz também
O "cabra" não pode nada, com nada se entretém
Eu lhe digo, meu "cumpade", não desejo essa "mardade" pra rosca de seu ninguém

Não sei o nome da cuja, desta cuja eu tiro o ja
O que resta é quase nada, bote o nada na parada quero ver tu agüentar
Eu lhe digo meu "cumpade", que é grande humilhação um cabra do meu quilate, adoecido das parte, fazer uma operação

Não suportando mais dor, o meu ato derradeiro foi procurar um doutor do bocado arengueiro
Do bocado arengueiro,
Feijoeiro, fiofó, bufante,
Frescó, lorto, apito,
Brote e bozó.

De furico, fedegoso,
Piscante, pelado, boga,
Fosquete, frinfra, sedém
Zueiro, ficha, vintém,
De ás de copa e de foba.

De oiti, "oi" de porco,
"ané" de couro e cagueiro,
De girassol, goiaba,
Roseta, rosa,
Rabada, boto, zero,
"miaieiro", de nó dos fundo,
Buzeco, de sonoro e pregueado,
Rabichol, furo, argola,
"ané" de ouro e de sola,
Boca de "veia" e zangado

Um doutor de aro treze,
De peidante e zé de boga,
Que não aperte o danado
Nem deixe com muita folga, "né"?
Um doutor "picialista" em bocada tarraqueta,
Doutor de quinca, dentrol,
Zé besquete, carrapeta
Doutor de rosca,
Rosquinha, tareco,

Frasco e obrón
Ceguinho, botico, zero,
Tripa gaiteira, fonfom,
"miaieiro", mucumbuco,
Boraco, proa, polgueiro,
Forever, cloaca, urna,
Gritador, frango e fueiro
Cano de escape, pretinho,
Rodinha, x.p.t.o.,

Zerinho, "subiador",
Tripa oca e fiofó
Um doutor de elitório ou de boca de caçapa
Que não seja inimigo,
Também não seja meu chapa
Tratador de canto escuro,

De boréu e de cheiroso,
De formiróide alvado,
De parreco e de manhoso,
De xambica e sibasol,
Apolônio e fobilário,
Bilé, brioco e "roxim"
Fresado, anilha e cagário

Vaso preto, zé careta,
Olho cego e espoleta,
Fuzil, fioto e foário
Não é doutor de ovário,
É doutor de orió!
De cá pra nós e bostoque,
De futrico e de ilhó,
De coliseu e caneco,
Roscofe, forno e botão

De disco, de farinheiro,
De jolie, fundo e fundão,
De cuovades, fichinha,
Que não vinha com gracinha
E que não tenha o dedão.

Um doutor de zé de quinca,
Canal dois e cagador
Buzina, vesúvio, cego,
Federais, sim senhor
"fagüieiro", zé zoada,
Rosquete e fim de regada
Eu só queria um doutor!

O doutor se preparou-se, parecia galileu
Aprumou um telescópio e quem viu estrela fui eu
Ele disse:
"arriba as pernas"
Eu disse:
"tenha calma, sonho meu"

A partir daquela hora, perante nossa senhora, não sei o que "assucedeu"
Com as forças da humildade, já me sinto mais "mior"

Me desejo um ânus novo, cheio de "velso" e forró
E pros "cumpade", com franqueza, desejo grande riqueza:
Saúde no fiofó.

Jessier Quirino

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